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quarta-feira, 18 de outubro de 2017

💙Sou de Yemanjá •

A imagem pode conter: texto💙Sou de Yemanjá • Forte, Amável, Autoritária e Protetora;
• Minha estrela brilha, como a coroa de conchas real de minha Mãe;
• Nasci com o dom de cuidar dos outros;
• Pego sempre os problemas da família e dos amigos;
• Por isso muitas vezes me chamam de intrometida;
• Mas se não resolvem, alguém tem que buscar uma solução;
• E sempre sobra para mim.
• Me apaixono loucamente;
• E me entrego de corpo e alma;
• Só não me humilhe e nem me despreze;
• Pois minha fúria e meu amor são do mesmo tamanho.
• Dou ao outro, muitas vezes o que eu não tenho;
• Mas alerto;
• Meu Amor é incondicional;
• A minha Paciência já não é!🐚 


Obaram Artigos Ciganos - 1232079232 / 9991953285 / 981711333 ( lindas imagens e grande promoção)


"Filha eu sou sua mãe Iansã, alguns falam que sou o vento, outros falam que sou tempestade. 
Nenhum texto alternativo automático disponível.Quando quero chegar perto vou que nem uma borboleta e pouso bem na sua frente, quando quero deixar você mais calma eu sou o vento e passo por você para sentir minha presença, assim você vai confiar e acreditar em mim, no que eu estou planejando lá na frente para você. E quando alguém machuca minha filha, vem minha braveza em forma de tempestade, ou quando quero que você entenda algo, mostrar aquele caminho que você deve seguir, não esse minha filha que você botou na sua cabeça!! E quando quero mostrar algo ou te avisar ou confirmar, entro nos seus sonhos para que você me veja e ali terá suas respostas. Ali você vai ter sua confirmação, mas o que eu gosto de fazer realmente é ver você dormir, porque chego devagar e fico olhando por horas minha filha, pois você é minha melhor criação. Nas dificuldades e nas alegrias eu estarei aqui, e sua vitória ta chegando minha filha, eu sou Iansã eu vou te valer. Basta confiar e acreditar, porque vou te guiar até quando você permitir e acreditar em mim!!

 (Texto de Umbanda Saber)

terça-feira, 4 de julho de 2017

História da cigana Esmeralda...

História da cigana Esmeralda...


Esmeralda vivia na Espanha e fazia parte do clã de Tarin, cigana lindíssima de cabelos castanhos bem claros e comprido que lhe caia aos ombros, olhos verdes esmeralda, sorriso alegre e contagiante.
                       
Esmeralda praticamente vivia da dança e para a dança. Aos domingos se dirigia a praça da cidade de Toledo onde encantava a todos com sua dança, ganhando assim muitas moedas que lhe eram atiradas pelo público assistente.
                         
Numa destas apresentações, Esmeralda conheceu um rapaz muito belo de nome Don. Felipe, era um fidalgo de familia riquíssima e que viviam em um castelo naquela localidade.

O encantamento foi mutuo, se apaixonaram e começaram a ter uma vida praticamente juntos.
                         
A principio Don Filipe passou a frequentar o acampamento de Esmeralda, mesmo a contragosto do "barô" Luthchero e a mãe de Esmeralda, a cigana Tania.

Por parte de Don Felipe era impossível a aproximação de Esmeralda no castelo, visto que sua família o proibia terminantemente de faze-lo.

Estes desajustes foram aumentando gradativamente até que veio o rompimento da união.
                         
Esmeralda ficou arrasada, já não ia a praça para dançar e logo em seguida descobriu estar grávida.

Na esperança de ter seu amado de volta, Esmeralda vai ao castelo e conta a Don Felipe da gravidez, o que não muda nada na decisão do fidalgo.

Esmeralda volta para o acampamento arrasada, e assim fica até o nascimento de sua filha, uma linda ciganinha.
                         
Mais uma vez tentando sensibilizar D. Felipe, Esmeralda o procura e dá a noticia do nascimento de sua filha.

Mais uma vez de nada valeu, pois o fidalgo a expulsa.
                         
Desesperada e cheia de ódio, Esmeralda volta ao acampamento e contrata dois ciganos para matar D.Felipe.

Os mesmos partem para executar o trabalho contratado. Luthchero e Tania tomam conhecimento da tragédia preparada por Esmeralda e aconselham para que ela evite tal tragédia.
 
Caindo em si, Esmeralda vê a desgraça preparada por ela e corre para salvar seu grande amor.

Esmeralda chega ao jardim do palácio e vê os dois ciganos prontos para desferir o golpe mortal, corre então Esmeralda e sê poe a frente do punhal.

O golpe certeiro e atinge o coração de Esmeralda que cai sê esvaindo em sangue.
                         
Tania sua mãe vem logo a seguir e toma Esmeralda nos braços pedindo ajuda A Luthchero, mas já é tarde, Esmeralda só tem tempo de pedir a Luthchero que cuide de sua filha a ciganinha Eleodora e morre.


quarta-feira, 28 de junho de 2017

Historia Maria Padilha I

Historia Maria Padilha I

De amante amada do rei; a esposa querida o príncipe do inferno

FALA DO AUTOR

Por inúmeras vezes busquei a entender a entidade Maria Padilha e as Pombas Giras, mas as
informações de muitos sempre chegava de uma forma ilusória e contraditória. Pois buscava em igrejas Evangélicas e membro da religião Afro, estas pessoas, por falta de conhecimento e até mesmo desinteresse do assunto aonde tudo que não entendia chama de demônio ou é mistério de Deus, e as respostas era;

- Saberemos quando chegar a hora certa ou no seu reino de Deus.

Então Resolvi busca informações no lugar certo com as pessoas certas conheceram o Instituto Preto Novos no Rio de janeiro nas suas oficinas encontrei pessoas comprometidas com a religião Afro-brasileira. Estas pessoas me ajudaram a conhecer e eu mesmo descobrir a historia e a origem do mito Maria Padilha e as Pombas Gira. De uma forma cultural, histórica, romântica e sem pede o lado místico aonde fascinar cada um que houver falar da entidade Maria Padilha.

Peço que ao ler este trabalho reflitam e vejam como a realidade do conceito africano e Grego sobre os desencarnados (mortos) ser assemelha. Fazer uma busca neutra, usando apenas como objeto de estudo a mascara étnica, realize uma leitura diferenciada sobre a personagem Maria Padilha e as figuras das Pombas Giras, trazendo-a para o campo cultural e descobrindo como nasceu sua construção e suas funções. O que acontecer hoje nos terreiros e casa tanto de Candomblé e Umbanda, não é diferente dos tempos antigo, quando iam ao templo de Apolo consulta o Oráculo de Délfico atreveis da sacerdotisa Pítia. Hoje temos lideres religiosos mal preparados egoístas gananciosos, e adeptos sem nenhum comprometimento com o seu mantenedor.

INTRODUÇÃO

Admirada e prestigiada na Umbanda1, Quimbanda2e Candomblé, Maria Padilha é sem dúvida a Pomba Gira mais conhecida da religião afro-brasileira. E sua fama se expande para além das fronteiras brasileiras. Muitas histórias norteiam a sua origem, é conhecida como a Ex-mulher, o similar feminino de Exu () . Como toda Entidade dessa categoria, acredita-se que ela trabalha em sintonia com as energias dos Orixás3 para ajudar os vivos e os desencarnados, a amenizar o sofrimento do seu carma alcançando assim a evolução espiritual.



Maria Padilha assim como muitas outras Pomba Giras é chefe de falange4, coordena milhares de espíritos que assim como ela tiveram em suas ultimas vidas momentos de sofrimento e angústia por um amor, recorrendo à maioria delas à magia para alcançarem seus objetivos. As Marias Padilha são uma legião de muita força mágica e espiritual, aceitando diversos trabalhos de magia e demanda. Possuem muitos aliados espirituais e nunca trabalham sozinhas, sempre estão acompanhadas por outras falanges de Pomba Giras e Exus. As linhas de atuação dessas falanges são as mais diversas, logo, é comum encontrar Entidades com vários nomes.

Exe.: Maria Padilha da Estrada, Maria Padilha da Encruzilhada e assim ser segue.

SUA PERSONALIDADE E A INFLUENCIA SOBRE SEUS ADEPTOS

Maria Padilha trabalha com uma energia específica, com um objetivo próprio e peculiar. Maria Padilha é considerada a senhora dos sete punhais, de todos os portais e todos os Exus e Pomba Giras. É muito respeitada pelas outras entidades de esquerda por isto é reconhecida como Rainha. Seu nome significa Rainha do Fogo. A nomenclatura dada a entidade não é tão importante, pois á muitas características no local no qual trabalha. Pois Maria Padilha tem muitas áreas de atuação diferente como, encruzilhadas, cemitério, cabarés (Termas ou casa de massagem) e muitos outros lugares.

Cada Maria Padilha é composta de milhares de Maria, cada qual com sua história verdadeira ou alegórica, mas com certeza todas vinculadas ao médium local. E por isto sofre influencia da cultura e época, mas tem uma forte ligação cármica5com o médium. Por isto estas diferenças de nomes, na realidade todos buscam elogia - lá e transmitir uma maior intimidade.



A postura, a maneira de falar, dançar, vestir tem mais a ver com a conduta intelectual dos médiuns do que com as personalidades individuais das Pombas-gira. Seu arquétipo lhe descrever que é um tipo de entidade feminina de personalidade amigável, simpática, sensual, comunicativa, mas exige respeito e é muito reservada, sempre tem uma presença de nobreza em seu estilo de ser. Mas não se deixe enganar, ela é temida por sua frieza e seu jeito implacável nas demandas. Conta companheiras fiéis dentro da ordem das falanges ( Pomba Giras e Exus), são extremamente fortes, não deixa os obsessores; como os Eguns, Kiumbas ou mesmo os espíritos Zombateiros dominarem a situação.





Seus Adeptos

Seus seguidores do sexo feminino são geralmente mulheres, belas, bonitas, atraentes, sensuais e são dominadoras de personalidade muito forte, sabem amar como ninguém, mas com a mesma facilidade sabem odiar seus parceiros amorosos. Maria Padilha é protetora das prostitutas gosta do luxo e do sexo adora a lua, mas odeia o sol.

Homem que incorpora Maria Padilha ou pomba-gira é, fira gay?

Procuramos entender que as entidades e os orixás são energias que podem ser femininas ou masculinas, mas o sexo em si, não existe. É evidente que se no mundo material existem homens e mulheres, no astral isso também ocorre para que haja a perfeita hegemonia universal. Isto é o espirito ainda não tem seu total comprometimento da sua nova vida espiritual.

Vejam como o preconceito ou a falta de informação existe.

- Alguma vez você viu alguma mãe no santo ser tachada de haver se masculinizado já que incorpora tantos espíritos masculinos? Eu mesmo respondo. Não!

 A última coisa que interessa a qualquer entidade seja de que energia for é sua opção sexual. E ela jamais afetará ou mudará nada em sua vida apenas por estar usando seu corpo para a caridade. Existem, sim, muitos, médiuns homossexuais, mas não foram levados a essa opção por espírito ou orixá algum. Já chegaram à religião com sua opção sexual definida. A religião Afro não julgar e nem obrigar a ninguém, sentem-se em liberdade para mostrarem-se como são. O que realmente acontecer em muitos casos de exageros, é o médium, sendo consciente, libera mais seu lado feminino quando nessas incorporações. Isso, porém é um fato que cabe a cada pai ou mãe no santo conter para que não se ultrapassem limites.

Maria Padilha mesmo sento um espirito feminino pode sim incorpora em homem, assim como nenhuma mulher pode se tornar prostituta só por causa da pomba gira, não tem incoerência mais absurda do que uma mulher fala que ira mentalizar uma pomba gira para da a um homem uma noite inesquecível. Isto sim é passar um atestado publico de incompetência.

Seu Gosto

Bebe Champanhe, Licor de Anis, Martini e outras bebidas doces. Fuma cigarros e cigarrilhas; gosta de joia e acessório dourados e brilhantes; gosta de trajes de luxo nas cores negro, vermelho, dourado e dependendo da linha de atuação o branco; recebe suas oferendas8nos lugares indicados por seus médiuns e por elas quando incorporadas. Muitas vezes as suas oferendas são compostas de cigarros, champanhe, rosas vermelhas, perfumes, anéis, gargantilhas, batom, pentes, espelho, farofa feita com azeite de dendê, sacrifício galinha vermelha, cabra e pata preta. Gosta que suas obrigações sejam geralmente arriadas nas encruzilhadas em forma de T.

Maria Padilha é exibicionista por natureza, gosta de ser vista e admirada, adora musica, é uma ótima bailarina, conhecer passos da dança cigana e dança espanhola. Nas suas danças saber mexer seu corpo de uma forma bastante sensual, seu porte ativo, majestoso combinação precisa com seus movimentos plenamente avassaladores para seduzir seus telespectadores.

SUA HISTORIA

Muitas são as versões de histórias contadas sobre a vida de Maria Padilha quando encarnada. Vale ressaltar que como são milhares de mulheres (espíritos) que trabalham nessa falange, cada uma traz seu relato de quando era viva. Maria Helena Farelli em sua obra bibliográfica, após diversas pesquisas de campo, divulgou o que poderia ser a história da Líder dessa enorme falange. Nara a historia que Dom Pedro apaixonou-se loucamente por ela e que se amolecia todo em seus braços, está dito no próprio romance espanhol. Eis parte dos relatos de Maria Padilha:

Sou branca, não negra, como os Orixás a quem sirvo. Não vim da Nigéria, nasci na Espanha. Não fui rainha, mas usei coroa; por isso ainda uso, é meu direito. Quem me deu a primeira coroa, feita de ouro, esmeraldas, rubis e opalas foi o meu amor, o rei Dom Pedro I de Castela6, a quem o povo espanhol chamou 'o Cruel'.

Fui amante do rei de Espanha no tempo em que lá havia mouros e judeus, lá pelos anos de mil trezentos e pouco. Andei em Andaluzia e reinei em Castela, nos fortes e nos palácios; andei em corridas de touros miuras, viguapos toureiros, grandes espadachins, belos e magros bailarinos de flamenco, e fui muito amada. Não fui a Rainha, ela se chamava Dona Blanca de Borbon, viera da França e era muito sem-graça. Só a mim o rei amou; por mim gemeu e uivou como um cão sem dono num cais da Espanha mourisca. A meus pés ficou como um crente numa capela. Eu fui a dona do dono da terra Andaluza."


Para alguns da época Padilha com a ajuda de feiticeiros e bruxas realizou muitas magias para manter o amor do rei Dom Pedro. E segundo a própria Padilha, suas maiores bruxarias foram feitas na cidade Elche, a cerca de 30 km a sudoeste de Alicante. Como relada a própria Padilha foi certa vez com seus amigos procurar o local onde, segundo a tradição, havia uma estátua, enterrada séculos antes por magos, e que era dada a feitiços fortes: A Dama de Elche.7 Sua origem é desconhecida; mas as joias que a cobrem não são de origem grega nem romana, nem vem do reino visigodo: elas vieram de Cartago, no norte da África, região com que a antiga população de Elche tinha contato e cujo rei Aníbal, o Conquistador, andou pelo sul da Espanha. Depois de tanto tempo enterrada, chegara a hora de seu feitiço tão antigo ser usado pela amante do rei. Assim contou Padilha:



"Com sete espadas encantadas e um punhal de ouro, fechei meu corpo em Elche. A Dama me olhava. O Céu ficou todo negro. Relâmpagos cruzarem os céus na hora mágica desse rito antigo. Meus sacerdotes de magia negra usavam capuzes. Meu bobo da corte também estava lá, como a vítima sacrificial de um rito pré-histórico; ele trabalhou na magia com sua força, que é a dos feios, solitários e ridicularizados. Havia ainda um bode negro, com os chifres enfeitados de flores, semelhantes aos belos bodes de Sabá pintados mais tarde por Goya8; era o símbolo do Diabo, o portador do mal, ligado aos bobos e aos anômalos9; era o centro da cerimônia. Também havia um caduceu, o bastão do poder mágico, o eixo do mundo, com as duas serpentes entrelaçadas e um capacete com pequenas asas no alto. O sacerdote invocou os deuses planetários:

- Shamash, o deus Sol; Sin, a Lua; Marduk, de Júpiter;Ninib, o Tempo; Nergal, a Guerra.

E desde então meu corpo ficou fechado. Voei em um dragão coroado, ígneo, que vence tudo.

Padilha também aprendeu feitiços nos sabás das bruxas10. Talvez a mais importante feitiçaria ligada a Padilha seja a que fez com que D. Pedro abandonasse a esposa. Uma lenda andaluza, inscrita em uma fonte de Água, conta essa história; Em resumo;

Padilha furtou de uma igreja, um cinto que acreditava ter pertencido a um santo, sendo um objeto de culto. Com a ajuda de um feiticeiro, Padilha enfeitiçou o cinto, e sabendo que Dona Blanca, Rainha e esposa de Dom Pedro, havia o presenteado com um cinto de ouro, trocou pelo cinto enfeitiçado. Na noite de núpcias, o rei usando o cinto presenteado, sob à presença de um bispo inquisidor e de um franciscano velho, o cinto se moveu, sibilou e transformou-se em uma cobra, pronta para morder o rei. Em meio a esse fato, Dona Blanca foi abandonada pelo Rei e condenada a morte pela igreja por um ator de bruxaria.



A ORIGEM DO PODER DA FAMILIA PADILLA



Antiga Família Padilla11, em Castela, na Espanha Ibérica, pertencente a Dinastia de Borgonha12. Padilha foi uma família efetivamente ligada à Casa Real Portuguesa, com vínculos à Casa Real Espanhola, e a todas as demais casas reais da Europa, e dela houve quatro Mestres da Calatrava e um de Santiago e, durante muito tempo, o cargo de Adiantado-Mor de Castela.

O nome Padilha originou-se do nome da nobreza espanhola Padilla, mais o nome ganhou força especificamente de D Maria de Padilla, mais conhecida como Maria Padilha, a amante, conselheira e, posteriormente, esposa de Dom Pedro I de Castela. Maria de Padilla filha de Juan Garcez de Padilla, o senhor de Villagera, e de Maria de Henestrona. Alguns séculos depois da época do lendário Dom João III, existia um lugar denominado Padilla, em Miranda de Castro Xerez, próximo de Burgos, o qual foi povoado por Dom Pedro I de (Rei de Castela e Leão, filho de Maria de Portugal e Afonso XI de Castela). Em uma de suas províncias   Palencia vivia a suntuosa Maria de Padilla.

Significado: O termo Padilha é a pronuncia, aportuguesada, originária da palavra espanhola padilla, em castelhano, é o nome dado a uma ferramenta utilizada por padeiros; também podendo se referir a um determinado tipo de forno de pedra, ao qual se utilizavam pás de cabo longo para posicionar os alimentos no interior. O nome Padilha foi adotado pelos descendentes de Maria de Padilla, a qual teve o nome alterado para Maria Padilha após seu casamento com Dom Pedro I de Castela.



O Nome Padilla Ganha Poder e imortalidade

No dia 25 de Fevereiro de 1353, Branca de Bourbon chegava de Valladolid, com seu séquito chefiado pelo Visconde de Narbona, mas seu pretendente Pedro I encontrava-se em Torrijos com Maria de Padilla prestes a dar à luz. Em 03 de Junho, do mesmo ano, houve a cerimônia da boda de Pedro de Castela com Branca de Bourbon. Mas três dias mais tarde, o rei voltou para Puebla de Montalbán , onde Maria de Padilla o aguardava. Após uma breve reconciliação com Branca Bourbon em Valladolid, Dom Pedro I partiu, juntamente com Maria de Padilla, para Olmedo, onde se casou, secretamente, com Maria e abandonou definitivamente sua esposa. Com a realização do casamento com agora rei Pedro I de Castela, Maria de Padilla muda seu nome para Maria Padilha (troca o LL por LH) para adequar-se a pronúncia dialética de Olmedo Nascendo, assim a linhagem da família Padilha. A Casa Real de Padilha.



O Outro lado das historias

Várias teorias e lendas têm surgido em torno da rejeição de Branca por parte de Pedro. Uns referem que a reputação de Branca se encontrava manchada, pois havia tido um caso com Fadrique, irmão bastardo do rei, durante a sua viagem a Castela, mas este nem se lhe acercara nem era do seu séquito.

A outras historia defende que o amor a Maria de Padilla era maior que o casamento a que se havia proposto. O certo é que a causa se encontra na correspondência entre Pedro e Inocêncio VI, em que este exorta Pedro a receber Branca como esposa ao que o rei responde que "certas confissões" de Branca o haviam feito sentir enganado e que não podia continuar com o matrimónio.

O mais provável é que, a sós, e uma vez que nada tinham a perder visto já serem marido e mulher, Branca teria confessado ao esposo que o rei não possuía o capital necessário para lhe pagar, o que poderia ser uma das causas da sua tão tardia chegada a Castela. Com esta revelação, ter-se-á zangado e descarregado em Branca, simplesmente deixando-a só, num reino que mal conhecia.

Porem a á historia do partido político, adverso a D Pedro, descobre que ele havia se casado, secretamente, com Maria Padilha e exerce pressão política contra o reinado de Pedro.

Sabe-se que um ano depois Pedro teria pedido às autoridades eclesiásticas castelhanas que anulassem o seu casamento com Branca. Alguns historiadores duvidam da veracidade destas palavras. Nas cartas do Papa Inocêncio VI em que lhe dizia que Pedro era submetido a grandes privações, por ter abandonado sua esposa Branca. Pedro envia Branca para Arévalo e depois para o Alcázar de Toledo, aonde ela troca cartas com o Papa.

Apesar de tudo, estas cartas foram à salvação de Branca, tornaram-se rápida e convenientemente públicas, o povo toledano rapidamente se rebela contra o rei e passa a apoiar Branca, a que se unem mais aos nobres. Branca abandona assim o Alcázar, desobedecendo ao esposo, e refugia-se na Catedral, de onde organiza os seus apoiantes e lhes dá ajuda económica para a sua causa. O rei chegou inclusivamente a cair prisioneiro em Toro, mas consegue fugir graças à ajuda da tia, Leonor, e dos primos aragoneses.

Entre 1355 e 1359 Pedro consegue confinar Branca no Castelo de Sigüenza e depois em El Puerto de Santa Maria, provavelmente conhecido atualmente como Castelo de Dona Blanca. Enquanto isso o rei regressava ao castelo de Uruena, em Valladolid, onde se encontrava a sua amante e agora esposa, Maria de Padilha, vivendo com ela definitivamente.

Saber-se que Don Beltran de la Sierra, núncio do papa, intimou o rei a retomar Branca como sua esposa. O rei, entretanto, preferiu mantê-la presa. Em 1361, Pedro com seus 25 anos de idade enviou Branca para Medina Sidónia, para mantê-la longe dos seus conflitos também com o rei Aragão. Foi aí que acabou envenenada pelo ballestero Juan Perez de Rebolledo.

A morte de Branca alienou Carlos V de França, cunhado da morta, dando pretexto à intervenção da França na guerra castelhana em favor do bastardo Henrique de Trastâmara, que acabou por ganhar o trono após a morte do irmão, (D Pedro I) A família de Branca viria a governar Espanha depois da Guerra de Sucessão Espanhola em 1700.

Depois do seu assassinato, o cadáver de Branca foi sepultado no Mosteiro de San Francisco de Jerez de la Frontera, e o sepulcro permaneceu na capela maior da igreja até que Isabel I de Castela ordenou a sua trasladação para o altar maior. O sepulcro é de mármor e está adornado com os brasões de Castela e Bourbon.

No altar está a seguinte inscrição:

"CHR. OPT. MAX. SACRUM. DIVA BLANCA, HISPANIARUM REGINA, PATRE BORBONICO, EX INCLITA FRANCORUM REGUM PROSAPIA, MORIBUS ET CORPORE VENUSTISSIMA FUIT: SED PRAEVALENTE PELLICE, OCCUBUIT JUSSU PETRI MARITI CRUDELI, ANNO SALUTIS 1361, AETATIS VERO SUAE 25."

"Consagrada a Cristo Sumo Benfeitor e Todopoderoso Nosso Senhor, Dona Branca Rainha das Espanhas, filha de Bourbon, descendente da ínclita linhagem dos reis de França, foi grandemente formosa de corpo e costumes, mas prevalecendo a manceba, foi morta a mando do rei D. Pedro I o Cruel seu marido. Ano de Saúde de 1361. Sendo ela de 25 anos de idade."

O AMOR DO REI E DE PADILHA É RECONHECIDO

Alguns meses após a morte de Branca de Bourbon, Maria Padilla morre morreu antes do Rei de Castela, durante a pandemia da grande peste bubônica de 136113, e este fez seu velório e enterro como de uma grande rainha e seus restos mortais são sepultados nos jardins de seu castelo em Astudillo, onde ela havia fundado um convento.

Dom Pedro I de Castela nunca se conformou com a morte prematura de sua amada, a eterna Maria Padilha, tanto que um ano depois, em uma Corte celebrada em Sevilha, declarou diante dos nobres que sua primeira e única esposa havia sido Dona Maria Padilha. O Arcebispo de Toledo considerando justas e honrosas as razões que levaram Dom Pedro I de Castela a abandonar Branca de Bourbon, tendo em vista os conflitos com os Franceses, Pedro I deparou-se com uma Corte disposta a ratificar a afirmação de seu rei e assumir Maria Padilha como a legítima rainha. Com a confirmação de que Maria Padilha foi a única esposa do rei Dom Pedro I de Castela, seus restos mortais foram transferidos para a Capela dos Reis na Catedral de Sevilla.

MARIA PADILHA NO MUNDO ESPIRITUAL

No século XVII, o nome de Maria Padilha figura nas palavras encantatórias e de conjuro de três mulheres acusadas de feitiçaria e julgadas pelos tribunais da inquisição de Portugal. Trata-se de

Luísa Maria (processo 7840, ano 1640),

Manuela de Jesus (processo 761, ano 1662) e de

Maria de Seixas (processo 74, ano 1673).

Todas as três invocam em seus conjuros14 os poderes de Maria Padilha e toda a sua quadrilha. Um exemplo extraído dos arquivos nacionais da Torre do Tombo de Lisboa confirma:

“Dona Maria Padilha e toda a sua quadrilha, traga-me fulano pelos ares e pelos ventos. Marta, a perdida, que pelo amor de um homem foi ao inferno, rogo-lhe de conceder um pouco do seu amor a fulano, que não consiga dormir, e que não tenha repouso até que a mim se junte” (processo 7840, Luísa Maria, auto da- fé de 1640).

A amante má do rei de Castela, Maria de Padilha, tornou-se aqui objeto de conjuro do mal para fins amorosos e de “amarração”.

MARIA PADILHA ROMPE SEU LINEAR CULTURAL

Nos arquivos da inquisição portuguesa do século XVIII, a respeito das mulheres degredadas para o Brasil, veio à feiticeira Antônia Maria, que jurava por;

“Barrarás, Satanás, Caifás, Maria Padilha e toda a sua quadrilha”

A feiticeira Antônia Maria e a outra feiticeira, Joana de Andrade fora degradada primeiramente para Angola pelo tribunal da inquisição em 1713, depois veio para o brasil para a cidade de Pernambuco em torno do ano de 1715,Mais tarde, as duas mulheres brigaram por ciúme e prestígio profissional. Joana de Andrade acusa então Antônia de ir longe demais a suas práticas. Os relatos dos conhecimentos e das ações mágicas de Antônia incluem numerosas encantações e elementos provindos dos conhecimentos indígenas do Norte do país, tais como “as encantação da cabra preta15”, praticada no estado do Pará, do Rio Grande do Norte e da Paraíba, de acordo com os estudos de Mário de Andrade (1963). Tudo indica que os ares da colônia contribuíram para acentuar a vocação demoníaca das mulheres.

Então assim podemos deduzi que foi por intermédio destas mulheres portuguesas acusadas de feitiçaria que são degredadas para o Brasil que Maria Padilha faz sua entrada no universo da magia e da feitiçaria popular no país16. Assim por um longo processo de assimilação e aculturação, Maria Padilha torna-se pomba-gira, entidade de Umbanda, sendo figura central no universo dos exus.

SUA CHEGADA AO BRASIL

As histórias de desamor e matrimônio que uniram uma rainha, um rei e sua amante, contada pelos trovadores por toda a Ibéria, reforçaram o poder de milhares de mito de Padilha17. Vindos da Espanha, trazidas pelas canções dos trovadores, a história densa “mala mujer" penetrou em Portugal e lá fez tradição entre as feiticeiras. Na Lisboa setecentista18, as bruxas usavam sortilégios19 de que Padilha participava em espírito. Apesar das perseguições, e as admiração das rezadeiras pela alma de Padilha só fez crescer. Para ela fizeram seus conjuros (pedidos) e suas invocações fortes. Muitas destas condenadas foram deportadas para o Brasil. Terra de degredados, de índios, assassinos, homens não cristãos, ciganos e principalmente de protestantes em busca de riqueza nesta terra de Arabutã, de pau-brasil, de Vera Cruz, de Santa Cruz; foram viver em Pernambuco, terra para onde eram mandados os que não eram aceitos na sociedade cristã lisboeta, com batinas por toda parte e com batinas no poder.

Assim, Padilha não veio da África como os negros e seus orixás. Ela veio nas lendas e historia dos colonos portugueses, com as suas supersticiosas e seus amores doentios. Veio no meio dos baús de madeira, das velas de sebo de Holanda, junto com bentinhos, escapulários, rosários, lobisomens e mulas-sem-cabeça.

No Brasil ela se misturou com os ritos de origem africana; primeiro nos catimbós do Nordeste, depois nos cultos de Angola, na umbanda e na quimbanda do Rio de Janeiro. Falar em Maria Padilha é falar na pomba-gira mais temida e respeitada do país. Essa combinação das histórias do imaginário popular e literário, e a Sínteses de historia de Espanha confirma a existência de Maria de Padilha e a paixão do rei dom Pedro.20

Uma nova cultura um novo casamento uma novas historias

É por isso que Padilha tornou-se a mais famosa, a rainha, a mulher de Lúcifer. Sua primeira manifestação na nova terra foi quando "baixou" em um tore. Foi em uma quarta-feira, dia de reunião do tore21, que uma mestra balbuciou algo em língua estrangeira e começou a gargalhar. Quem chegara não fora um espírito jurema do nem uma mestra Flor; era um espírito desconhecido. Não tinha sangue de índio (sangue "reá"), mas era rainha. Não vinha das aldeias de Laje Grande, Barros de Tauá, Jurema, Pedra Branca ou Ioruba, mas sim do estrangeiro. Não quis vela, preferiu cigarro; e pegou firme no médium. Seu nome, disse entre risos: Maria Padilha, e disse que não vinha para ficar, mas estava só de passagem.



De outra vez, ela foi vista na marujada22, onde cristãos e mouros (representação) guerreavam igualzinho como faziam em sua Castela. E dançou dando risadas tão fortes que a banda parou. Um sacristão se benzeu:

-A quilo era arte do Tinhoso, era sim...

Padilha passou deixando um rastro de perfume que encantou a moçada, fazendo a festa ficar mais quente. Nunca uma marujada teve tantos beijos, chupões, mordidos e promessas de paixão. Até moça fugiu de casa, contam os marujos. Na noite seguinte, metida em saias engomadas, Padilha "acostou" em uma festa afro-brasileira, o maracatu, um cortejo de influência africana, com estreita ligação com os terreiros nagôs23. Ali havia a presença de um rei e de uma rainha, a figura dominante da festa; e disso Padilha entendia bem. Entrando pela cabeça da Rainha do cortejo, Padilha rebolou a noite toda. Na figura da boneca que vinha na frente do cortejo, reconheceu feitiços de seu tempo na Terra. E riu sua risada diabólica, soltou tanto veneno que o cortejo virou a noite na vadiação.

A “Nação Leão Coroado24" parou assustado ao ver passar o cortejo onde Padilha bailava solta, nuvem de fumaça da fogueira do inferno, dama do pé de cabra espanhola, sambando na corte de um antigo rei negro. Os caboclos de lança africanos, segundo consta, brincam atuados, a reconheceram e gritaram em coro:

- Viva Exu, viva a mulher de Exu!

E perguntaram:- Qual é seu nome, dona da festa?

Ela respondeu: Sou a rainha Maria Padilha e vim para festejar...

No antigo cortejo25 nigeriano em louvor a Oxum26 chegara mais uma Lebara27, branca, diferente, a mais quente de todas. Estava formando o elo entre a macumba brasileira e o mito ibérico da grande amante feiticeira andaluza. E Padilha ficou no Nordeste. Já no séc. XVIII, no tempo em que feitiça era coisa muito escondida no Brasil. Do nordeste, o culto de Padilha foi levado para os terreiros do Rio de Janeiro e Salvador, fazendo assim, seu nome crescer e se perpetuar por toda a Umbanda e Candomblé.

CONCLUÇÃO

A verdadeira história desta entidade ainda não esta comprovada de fato. Porque devido a várias histórias contadas e publicadas sempre deixa um fecho para inúmeras controversas. Ser saber que ela realmente viveu a muito tempo atrás na França, a uma lenda que diz que ela foi dona de uma casa de damas (Cabaré), todos os homens que ela teve, em cada uma das encarnações, num total de sete, estão com ela na espiritualidade. Isso tudo ao menos é o que dizem as lendas. O que entendo é que todos os nomes hoje citados são os de guerra e estão longe de revelar os verdadeiros nomes dessas entidades. Além do mais, Maria Padilha é só uma entidade que tem uma falange em evolução.

1- APENDICE

D. Pedro I de Castela, cognominado o Cruel, Foi.

Filho de Maria de Portugal (1.313–1.357, "A formosíssima Maria" d'Os Lusíadas de Luís de Camões e de Afonso XI de Castela 1.311–1.350 28 )

Neto materno de Afonso IV de Portugal (1.291–1.357) e de Beatriz de Castela (1.293–1.359)

Sobrinho do homónimo29Pedro I de Portugal.

Único varão legítimo de Maria de Portugal e de Afonso XI, Pedro subiu ao trono após a morte do pai, em 1.35030. Pedro foi sempre apoiado pela mãe, a Rainha Maria, e pelos seus avós maternos. Era muito estimado pelo seu povo. Sua morte deu-se por assassinado em 1.369 pelo seu meio-irmão Henrique de Trastâmara, o qual veio a ser rei, como Henrique II de Castela31.

Durante o seu reinado, cometeu muitas atrocidades entre as quais, mantou assassinar, Leonor Núnez de Guzmán (Leonor de Gusmão, Sevilha, 1.310, Talavera de la Reina32, 1.351) era filha de Joana Ponce de Leão, bisneta do rei Afonso IX de Leão e de Pedro Nunes de Gusmão, pertencente à poderosa Casa de Gusmão.Que era a amante do seu pai, Afonso XI, como resposta à infelicidade da sua mãe. E os castigo que recebia com severidade e demasiadamente, mas dentro do espírito da época que Leonor fazia. Esta humilhação criar no menino um caráter amargo.

Sua mãe trouxera como mordomo-mor João Afonso de Albuquerque (1.280-1.354), que ficou conhecido como o Conde de Albuquerque, que se tornou aio33 privado da Rainha e tutor dos seus filhos. Ficou encarregado da educação de D. Pedro, quer ser tornou o homem-chave na preparação da criança, pois Pedro tinha apenas 15 anos de idade quando seu pai morreu. O Conde de Albuquerque Tornou-se o favorito do jovem rei que ser tornou um dos mais influentes políticos do reino. Ao quais favoreceu uma desmedida ambição ao menino. Souber fortalecer os laços políticos, criando uma aliança entre Castela e França.

Leonor de Gusmão Foi casada com Juan de Velasco, que faleceu sem lhe dar filhos, depois da morte do marido foi amante do rei Afonso XI de Castela, de quem teve vários filhos tais como:

1- Henrique II de Castela (1.333-1.379) (rei de 1.369 a 1.379) “ É quem mantou assassinar D Pedro I” - casou-se com Joana Manoel, Senhora de Vilhena, Escalona e Penafiel (1.339-1.381);

2- Sancho de Castela, conde de Albuquerque (1.342-1.374) - casou-se com Beatriz, Infanta de Portugal (1347-1381), filha do rei Pedro I de Portugal e da sua amante Inês de Castro.

3- Pedro Afonso de Castela, senhor de Aguilar.

4- Fadrique Afonso de Castela (1332-Sevilha, 1358), senhor de Haro casou com Leonor de Angulo.

5- Fernando Afonso de Castela, senhor Ledesma.

6- Telo Afonso de Castela, 1º senhor de Aguilar de Campo casou com Juana de Lara, 19ª senhora da Biscaia.

7- João Afonso de Castela, senhor de Badajoz e Jerez.

8- Pedro Afonso de Castela, senhor de Aguilar.

9- Juana Afonso de Castela casou com Fernando Rodrigues de Castro, conde de Trastamara casou com Tamarit de Litera e com Filipe de Aragão, barão de Castro e Peralta34.

O Conde de Albuquerque apresentou a Dom Pedro I, a Maria de Padilla, que logo foi introduzira na corte. Ela era filha de Juan Garcia de Padilla e Maria González de Henestrosa. Foi graças a Maria de Padilla, que em 1.353 (neste período passou a ser sua amante.) Que Dom Pedro I de Castela, o jovem rei de 19 anos, escolheu governar como um autocrata apoiado no povo, casando-se com Branca de Bourbon35 (contra a vontade da própria Branca de Bourbon) como forma de fortalecer os laços políticos criando uma aliança entre Castella e França. E lhe valeu o apelido de Justiceiro. Maria Padilla passou a influenciá-lo nas mais importantes decisões.

No dia 25 de fevereiro de 1.353, Branca de Bourbon, chegara a Valladolid, com seu séquito chefiado pelo Visconde de Narbona, para assumir seu lugar como esposa de Dom Pedro I de Castela. Porem nesta data Pedro I ser encontrava em Torrijos com Maria de Padilla que estava prestes a dar à luz. Mais no dia 3 de junho houve a cerimônia de casamento de Pedro I de Castela com Branca de Bourbon, apadrinhada por Dom Juan Afonso de Albuquerque e sua tia Leonor de Aragão. E o Conde de Albuquerque ser tornou padrinho do casamento do rei Pedro e de Branca de Bourbon.

Mas três dias depois de casado, Pedro I abandona sua esposa e volta para a cidade de Puebla de Montalbán, onde Maria de Padilla se encontrava. E romper a aliança com a França.Dom Pedro I numa breve reconciliação com Maria Padilla, parte, para Olmedo, onde se casaram secretamente. Maria de Padilla e Dom Pedro I de Castela tiveram quatro filhos.

Beatriz, infanta de Castela (Córdoba, 23 de março de 1354-1369 Tordesillas), freira na Abadia de Santa Clara;

Constança, infanta de Castela (Castrojeriz, Castela, julho de 1354-24 de março de 1394 no castelo de Leicester) casada em 21 de setembro de 1371 ,em Roquefort-sur-Mer, na Aquitânia, João de Gante (Flandres 1340-1399)36

Isabel, infanta de Castela (nascida em Morales no verão de 1355 e morta em 23 de novembro de 1393)

1º Casou-se em Hertford em 1º de março de 1372 com Edmundo de Langley (1341-1 de agosto de 1402), Conde de Cambridge, em 1385 Duque de York, irmão do precedente pois era o 4º filho de Eduardo III de Inglaterra.

2º Filipa de Hainaut. Tiveram três filhos: Ricardo (1375-1415), Conde de Cambridge; Constança e Eduardo Plantageneta (1373-1415);Conde de Rutland.

Afonso, príncipe herdeiro de Castela (Tordesillas, 1359-19 de outubro de 1362).

Seu meio-irmão37 conspirava com o rei de Aragão e rei da França, Carlos V, “o Sábio”.Contra Dom Pedro I, que com apoio do príncipe Negro38combateu-os, e mandou assassinar dois meios-irmãos e se tornou assim o Cruel.Mas depois foi injustamente acusado de simpatias pelos mouros e judeus. Enquanto isto as relações entre o rei e o seu favorito (conde Albuquerque) foram-se deteriorando devido tanto ao apoio de Albuquerque a uma aliança com a França num momento em que o rei começou a considerar uma aproximação à Inglaterra, como ao seu excesso de poder nos assuntos da cúria régia. O Conde Albuquerque retirou-se para sua terra em Extremamente dura "por medo de ser vítima de ira real" e, em seguida, voltou para Portugal. Os homens próximos a Albuquerque foram demitidos pelo Rei Pedro, para colocar em seu lugar os parentes de sua amante Maria de Padilla.

D Pedro I o justo ou cruel?

Para o historiador Fernão Lopes, hesitam no cognome de D. Pedro: se para uns foi "o Justiceiro", para outros foi "o Cruel" A sua ânsia em fazer justiça ficou manchada pelo prazer em executá-la pelas próprias mãos, incluindo a participação na tortura dos presos:

"Ele mesmo punha em eles a mão, quando via que confessar não queriam, ferindo-os cruelmente até que confessa­vam"...

O tormento fazia parte da justiça medieval e D. Pedro, epiléptico e gago, fez por merecer ambos os cognomes com que passou à história.

As amantes de D Pedro I

Segundo o dito maroto de Fernão Lopes39. As mulheres, D. Constança Manuel40, Inês de Castro41 e Teresa, D Pedro I, teve pelo menos mais uma paixão: o escudeiro Afonso Madeira, a quem "amava mais do que se deve aqui dizer", no dito maroto de Fernão Lopes.

“O escudeiro acabou mal. Meteu­-se com uma dama da corte, o rei não gostou e – outra vez Fernão Lopes – mandou "cotar-lhe aqueles membros que os homens em mais apreço têm".Do mal o menos: ‘Afonso Madei­ra foi pensado e curou-se mas engrossou nas pernas e no cor­po e viveu alguns anos com o rosto engelhado e sem barba".

Em 1345, Constança morreu num parto, e o príncipe D Pedro, se viu liberto das amarras do casamento de conveniência aos 24 anos de idade. Logo trouxe de volta sua amante Inês para Coimbra, instalando-a em um palácio perto do mosteiro de Santa Clara, que podia ser avistado de seu quarto.

Em 1347, Inês deu à luz ao primeiro de quatro filhos com D. Pedro e Inês viviam seu grande amor. Mas o povo comentava e condenava o adultério, e considerada a peste negra, como um sinal da cólera de Deus, que chegava à região. 42

CRONOLOGIA

1320 Nasce o infante Pedro, filho do rei Afonso IV

1336 Pedro casa-se com dona Constança

1344 Afonso IV manda Inês de Castro para o exílio, para dar fim ao caso extraconjugal dela com Pedro

1345 Dona Constança morre no parto. Viúvo, Pedro assume seu romance com Inês

1355 Três assassinos enviados por Afonso IV matam Inês de Castro no dia 7 de janeiro. Depois de saber da morte da amada, Pedro lidera uma revolta contra o rei. A guerra entre pai e filho termina com um acordo, em agosto do mesmo ano.

1357 Afonso IV morre e Pedro assume o poder em Portugal

1360 Pedro declara ter se casado secretamente com Inês de Castro, legitimando assim seus quatro filhos, e transporta o corpo da “rainha morta” para o mosteiro Real de Alcobaça

1367 Morte de Pedro I. Sua tumba é colocada de frente para a de Inês UMA

IMPRESSIONANTE DESCENDÊNCIA

Os nascidos do amor de Inês de Castro e Pedro I se espalharam pelas casas reais europeias, o que levou o pesquisador Jorge de Sena a constatar que, na virada do século XV para XVI, “a maior parte da Europa coroada descendia de Inês”.

(Parte 3 de 3)

- Princesa Beatriz (1347-1381), casou com um filho bastardo do rei de Castela, chamado Sancho de Albuquerque (1339- 1374).

- Leonor Urraca (1374-1435), filha do casal e neta de Inês, virou esposa de d. Fernando (1380-1416),

- O poderoso rei de Aragão, Sicília, Nápoles, Valência e Maiorca.

A partir daí, a lista de descendentes de Inês de Castro se torna mais impressionante. Por volta de 1500, passa a incluir o imperador da Germânia Maximiliano I (1459-1519) e D. Manuel I (1469-1521), que reinou em Portugal durante as descobertas marítimas.

O trovador Garcia de Rezende viu nisso uma vitória póstuma de Inês. Pelo sucesso dos frutos da sua relação com Pedro, ela teria vencido o trágico destino, porque o amor daria “galardão” (recompensa). Concluía o poeta, como conselho para as jovens do século XVI: “Não deixe ninguém de amar”.43

O OUTRO LADO DO AMOR DE D PEDRO I

Nas crônicas de Ayala, Maria de Padilha tem um total de citações de quarenta e cinco capítulos que se dividem ao longo da narrativa composta pela compartimentação de vinte anos. Desta forma, já pudemos perceber seu destacado papel na narrativa, pois fora Maria de Padilha a mulher mais importante da vida de D. Pedro, mesmo tendo sido este monarca um homem de muitas mulheres.44

E já nas crônicas de Fernão Lopes, Maria de Padilha é a segunda mulher mais citada na Crônica de D. Pedro I; vindo atrás somente de Inês de Castro, a amante e mulher mais importante da vida do monarca português Pedro. A amante de Pedro Cruel teve ao total no texto lopeano presença em seis capítulos.

FOTOS



Soberano castelhano (1350-1369) nascido em Burgos, Castela, personalidade de destaque na guerra civil castelhana do século XIV. Filho de Afonso XI de Castela (1311-1350) e de Maria de Portugal (1313-1357) assumiu o trono com apenas 15 anos de idade, após a morte do pai (1350), e ganhou o cognome de O Cruel pelo fato de que durante o seu reinado.45



Maria Padilha Nascida na Espanha Medieval teve o amor do rei Dom Pedro I de Castela.  Era uma jovem muito sedutora.Viveu entre o ano de 1.300 à 1.400. Viver no reinado de Castela como dama de companhia de D. Maria, mãe de D. Pedro I de Castela.







REFERÊNCIAS:

FARELLI, Maria Helena. Os Conjuros de Maria Padilha, A verdadeira História da Rainha Padilha, de seus trabalhos de magia e de suas rezas infalíveis. 3ªed. Rio de Janeiro: Palas Editora, 2006

 https://pt.wikipedia.org/wiki/Cr%C3%B3nica_de_D._PedroCrónica de D. Pedro

https://pinheiromario.wordpress.com/2009/01/11/d-pedro-i-o-rei-cruel-obcecado-e-bissexual/

https://lilamenez.wordpress.com/tag/maria-padilha/

http://www.amarracoesdefinitivas.com/maria-padilha-historia/

http://www.compos.org.br/seer/index.php/e-compos/article/viewFile/1024/752

http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?pid=S0009-67252008000400018&script=sci_arttext

1Umbanda: É uma religião brasileira formada através de elementos de outras religiões como o catolicismo ou espiritismo juntando ainda elementos da cultura africana e indígena. A palavra é derivada de "Umbanda" ou "embanda" são oriundos da língua quimbunda de Angola, significando "magia", "arte de curar”. Há também a suposição de uma origem em um mantra na Língua adâmica cujo significado seria "conjunto das leis divinas" ou "deus ao nosso lado”. A umbanda tem origem nas senzalas em reuniões onde os escravos vindos da África louvavam os seus deuses através de danças e cânticos e incorporavam espíritos. Os cultos se assemelham ao candomblé, no entanto, são religiões que possuem práticas distintas. Umbanda Tradicional, criada no Rio de Janeiro pelo jovem Zélio Fernandino de Moraes; Umbandomblé ou Umbanda Traçada, onde um mesmo sacerdote pode realizar sessões distintas de umbanda ou de candomblé; Umbanda Branca: utiliza elementos espíritas, kardecistas e os adeptos usam roupas brancas; Umbanda de Caboclo: forte influência da cultura indígena brasileira. E no dia 15 de novembro é considerado como a data oficial do surgimento da Umbanda pelos seus adeptos no Brasil em 18 de maio de 2012 através da Lei 12.644.

2Quimbanda: É um conceito religioso de origem afro-brasileira, presente na Umbanda, ainda controverso quanto a sua real definição na atualidade. Por vezes, é classificada como uma religião autônoma. Por alguns como o lado esquerdo (polo negativo) da Umbanda. Para seus adeptos a Quimbanda possui todo o conhecimento do mundo astral, inclusive da magia negra, para aqueles a que podem ajudar a fazer o bem. Suas entidades vibram nas matas, cemitérios e encruzilhadas, também conhecidos como "Povo da Rua" e abrangem os mensageiros ou guardiões Exus e Pomba-gira. A Quimbanda trabalha mais diretamente com os exus e pomba giras, também chamados de povos de rua, Estas entidades, de acordo com a cosmologia umbandista, manipulam forças negativas, o que não significa que sejam malignos. Geralmente estão presentes em lugares onde possam haver kiumbas, obsessores, também conhecidos como espíritos atrasados. A entrega de oferendas é comum na Quimbanda, assim como na Umbanda, mas variam de acordo com cada entidade.

Candomblé: É um culto ou religião de origem africana que foi trazida para o Brasil pelos escravos. Para alguns historiadores indicam que o candomblé foi trazido por escravos oriundos de países atualmente conhecidos como Nigéria e República do Benim.Os adeptos do candomblé prestam culto e adoram os orixás, que são deuses ou divindades africanas que representam as forças da Natureza. Os rituais do candomblé são liderados pela mãe-de-santo ou pai-de-santo, sendo que existe uma hierarquia definida. Muitas vezes os rituais são caracterizados por danças em adoração ao orixá, que encarnam no filho ou filha de santo. As manifestações ocorrem nas casas ou terreiros, onde existem altares. Cada orixá tem um dia específico e mesmo alimentos próprios, que alguns seguidores evitam comer alguns alimentos que são considerados proibidos ou não aconselhados. Nos dias de hoje, os rituais do candomblé fazem parte da cultura brasileira, sendo um elemento importante do folclore e estando em presente em várias tradições. Para os adeptos do candomblé os Orixás são deuses ou divindades que foram grandes figuras históricas e atingiram uma elevação espiritual. Diferente da Umbanda, aonde os Orixás são espíritos de anciãos que podem ser parentes já mortos, e muitas vezes podendo ser bons ou maus.

3Energias dos Orixás: Esta energia aqui significa o campo aonde cada orixá representa como força da natureza, e por isto podem influencia tanto o desencarnado como o Ser vivo.

4Segundo o dicionário da Umbanda; Falange significa uma subdivisão de Linhas onde cada Falange é composta de um número incalculável de espíritos orientados por um Guia chefe da mesma. Neste caso seria a falange da Maria Padilha, aonde todas as Pombas Giras dar-se o respeito a sua líder. Esta falange costuma ajudar os seus adeptos e pedintes a resolver questões amorosas e matérias e também em outras áreas da vida humana, logico cada uma dentro da sua área de afinidade. sua posição dentro do grupo é identificada pelo nível de suas vibrações espirituais, pois muitas destas (Mulheres) viveram como nobres entre os anos de 1.400 e 1.800, por isto as ricas e muitas historias.

5Relação kármica: É quando temos elos fortes e predestinados, isto é em outras vidas deixamos uma divida com aquela pessoa.

Obsessores: Aqui perdendo deixa claro que pode ser Egum, Kiumbas

Na raiz yoruba egun que é um termo das religiões de matriz africana que designa a alma ou espírito de qualquer pessoa falecida, iniciada ou não. Gostaria de usa o termo "egum" pois é mais abrangente, pode se referir tanto a um espírito considerado "evoluído", "de luz", como a um espírito de um parente, ou a um espírito desorientado obsessor que precisa ser afastado. Kiumbas, Quiumbas ou Exus pagãos, são espíritos trevosos ou obsessores. São espíritos que se encontram desajustados perante à Lei tanto dos vivos quando a leis espirituais e eles provocam os mais variados distúrbios morais e mentais nas pessoas, desde pequenas confusões, até as mais duras e tristes obsessões. Se comprazem na prática do mal, apenas por sentirem prazer ou por vinganças, calcadas no ódio doentio, são malfeitores do campo astral (espíritos sem luz). Na maioria das vezes são atraídos pelo campo magnético dos vivo, pois a semelhança do padrão vibratório os atrair. Os Espíritos levianos e zombeteiros se aproximam das pessoas que lhes favorecem a aproximação. Tem quer haver uma sintonia entre os dois, (vivo e o morto) para que possam entrosar os sentimentos.

8Oferenda: Agrado, obrigação, ebó, adimu, cada uma entidade tem um local próprio para receber seus ebós.

6Historia sobre D Pedro I de Castela estará no Apêndice no final

7 A estatueta, um busto de mulher ligeiramente curvado e com uma incisão aberta nas costas, usando grandes argolas nas orelhas, foi um antigo objeto de adoração. A imagem da Dama de Elche leva-nos de volta para as mulheres que pertenciam à aristocracia, fazendo parte da classe dominante pelo seu vestido e da grande quantidade de joias que ela usa.

8Francisco José de Goya y Lucientes (Fuendetodos, 30 de março de 1746  — Bordéus, 15 ou 16 de abril de 1828) foi um pintor gravador espanhol.

9Anómalo, fora da norma; contrário à ordem estabelecida; diz-se dos verbos irregulares na sua formação e conjugação; irregular; desigual; anormal; aberrante; excepcional; gênero de insetos himenópteros terebrastes.

10Os Sabá, são celebrações que a cada ano tanto as bruxas quando os Bruxos realizar os rituais originais antigos rituais que celebravam a passagem do ano de acordo com atestações, épocas de colheita e lactação de animais. Os Sabá, também conhecidos como a "A Roda do Ano", têm sido celebrados sob formas diferentes por quase todas as culturas no mundo.

11http://archiver.rootsweb.ancestry.com/th/read/GEN-MEDIEVAL/1998-05/0895497863

12 Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira (p. 928-932),
13Peste negra é o nome pela qual ficou conhecida, durante a Baixa Idade Média, a pandemia de peste bubônica que assolou a Europa durante o século XIV e dizimou entre 25 e 75 milhões de pessoas (mais ou menos um terço da população europeia), sendo que alguns pesquisadores acreditam que o número mais próximo da realidade é de 75 milhões, aproximadamente metade da população da época.

14Conjuro significa uma invocação de um espíritos em alguma prática religiosa para fazer pedido.

15 A oração de cabra preta  esta no livro de são Cipriano e é usado para amarração e trazer amor de volta.

16SOUZA, L. M. O diabo e a terra de Santa Cruz: feitiçaria e religiosidade popular no Brasil colonial. São Paulo: Companhia das Letras, 1986.

17Romanceiro de Quevedo In Biblioteca de Autores Espanhóis, 1945

18Referente a Lisboa do século XVIII

19Sortilégio é um substantivo na língua portuguesa que se refere ao ato ou ação de enfeitiçar, encantar ou seduzir, através de atributos naturais ou artificiais. Etimologicamente, o termo "sortilégio" se originou do latim sortilegium, que significa "adivinhação”. Fonte: https://www.google.com.br

20Beretta y Ballesteros, apud Meyer, 1993

21O toré é uma tradição indígena de difícil demonstração substantiva por conta da variação semântica e das diversas formas de suas realizações práticas entre as sociedades indígenas. Fonte: http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?pid=S0009-67252008000400018&script=sci_arttext

22A marujada, também conhecida como fandango, é um folguedo típico das regiões Nordeste e Norte do Brasil. A marujada é considerada uma importante representação cultural, de caráter popular, do folclore brasileiro.

23"Nagô", nome pelo qual se tornaram conhecidos, no Brasil, os africanos provenientes da Iorubalândia. era a designação dada aos negros escravizados e vendidos na antiga Costa dos Escravos e que falavam o ioruba.

24Hoje é conhecido como a Maracatu Nação Leão Coroado Nação Nagô, ou de baque virado.

25Cortejo procissão, comitiva, por vezes pomposa, que segue pessoa ou grupo de pessoas.

26Oxum é um orixá feminino das águas doces, dos rios e cachoeiras.

27 A palavra Lebará significa para Tamíris: Não é nenhuma espécie de demônio relativo a prostituta. E sim uma entidade do Candomblé e Umbanda que em yorubá (lingua africana) se chama Lebará (sendo assim chamada na religião do Candomblé) e em português significa Pombo Gira (termo utilizado na Umbanda). É uma entidade (espirito) feminina que trás a força sexual e amor há ambos sexos. Fazendo sempre a caridade , jamais o mal. Adora rosas vermelhas e champanhe, também fuma cigarro e adora dançar. O antônimo da palavra "Lebará" é "Exu”. Lebará é esposa de Elegbará, dividindo o mesmo plano com ele, ela é a senhora da sedução, comanda a sexualidade feminina, a vaidade e o amor. Esbanjando sensualidade, encanta os homens com facilidade e resolve os problemas de amor mais difíceis, ajudando também aqueles que recorrem a ela.  Envolve-se na vida dos seres humanos, tem um grande coração com quem a agrada e respeita, mas se mostra vingativa com aqueles que a desafiam.

28

29homónimo que disse aquele que tem o mesmo nome (de outro

30A morte do Rei Afonso XI de Castela deu-se na grande peste em 1350 conhecida mais tarde por todos como a peste negra ou peste bubônica. Os sintomas não deixavam dúvidas. A pessoa era atacada por uma febre de 40 graus, a vítima sentia crescer na virilha ou na axila um inchaço que assumia a forma de um doloroso furúnculo do tamanho de um ovo ou de uma laranja. Insônia e delírios complementavam o mal-estar, fazendo com que o a pessoa temesse tanto o sono como o despertar. No segundo ou no terceiro dia, seu a pessoa tinha o seu corpo estaria tomado por esses bubões. Se tivesse sorte, os caroços se abririam em pus, diminuindo a dor e a febre. Aí surgiriam as manchas pretas na pele. Ardendo, com feridas por todo o corpo. Fonte: http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/grande-peste-433397.shtml

31A Dinastia de Trastâmara foi a dinastia que governou o reino de Castela de 1369 a 1516, pelo Compromisso de Caspe,

32Talavera de la Reina é um município da Espanha na província de Toledo, comunidade autónoma de Castilla-La Mancha, de área 192 km²

33A palavra "aio" vem de uma palavra grega que quer dizer, literalmente, "uma pessoa adulta que conduz uma criança". No período do Império Romano, eles eram servos responsáveis pela proteção dos filhos de seus senhores, levando-os para a escola, corrigindo-os, etc. Não foram os professores, nem os pais, mas serviam para cuidar da criança. É claro que esta função foi temporária. Quando o filho chegava à maioridade, não estava mais sujeito ao aio.
34Gayo, Manuel José da Costa Felgueiras, Nobiliário das Famílias de Portugal, Carvalhos de Basto, 2ª Edição, Braga, 1989, vol. VI-pg. 55 (Gusmão).

35Branca era a segunda filha de Isabel de Valois, filha de Matilde de Châtillon, condessa de St-Pol e de Carlos de Valois, que era filho deFilipe III de França e Isabel de Aragão) e de Pedro I, Duque de Bourbon. Era irmã gémea da rainha Joana de Bourbon, esposa de Carlos V de França.

36Era Duque de Lencastre, filho de Eduardo III de Inglaterra e Filipa de Hainaut, viúvo desde 1369 de Branca de Lencastre. Foi pretendente de 1372 a 1387 ao trono castelhano, chegando a se intitular “Rei de Castela”. Teve uma filha, Catarina de Lancaster ou Gaunt (morta em 1418) que casou em 1388 com Henrique III de Castela (morto em 1406), irmão de Fernando III de Antequera, filhos de João I de Castela.

37Henrique II de Castela

38Eduardo de Woodstock, Príncipe de Gales foi o filho mais velho e herdeiro do rei Inglaterra. Eduardo tornou-se Duque da Cornualha em 1337, Príncipe de Gales em 1343 e da Aquitânia em 1362.

39Fernão Lopes (Lisboa, entre 1380 e 1390 − Lisboa, cerca de 1460) foi guarda-mor da Torre do Tombo, tabelião geral do reino ecronista de todo o reino de Portugal, e até antes de Portugal ser reino.

40Constança Manuel, Constanza Manuel de Villena; Castillo de Garcimuñoz, ca. 1316 — Santarém, 13 de novembrode 1345) foi uma nobre castelhana, rainha de Leão e Castela.

41A historiadora portuguesaMaria Zulmira Furtado Marques que em 1320, com o nascimento do infante Pedro. E a paixão do príncipe por Inês foi correspondida. Mas o nada discreto caso de amor incomodou a Corte. “O escândalo tomou tais proporções que a esposa, D. Constança, decidiu chamar Inês para ser a madrinha da criança que estava esperando, já que esse tipo de parentesco espiritual tornava impossível a união que se esboçava, mais intensa a cada dia”, em A tragédia de Pedro e Inês.....

42Dom Afonso foi convencido por três de seus conselheiros – Pedro Coelho, Álvaro Gonçalves e Diogo Lopes Pacheco – de que somente a morte de Inês poderia afastar tantos riscos políticos. Em 7 de janeiro de 1355, os três asseclas do rei partiram para Coimbra e encontraram Inês sozinha, pois Pedro havia saído para caçar. Eles a degolaram impiedosamente, e seu corpo foi enterrado às pressas na igreja de Santa Clara.... A paixão de Pedro e a reparação do mal feito à amante tornaram-se obsessões do agora soberano. Em 1360, ele jurou que havia se casado em segredo com Inês de Castro, o que fazia dela rainha, merecedora de todas as honras. Em abril de 1360, o corpo de Inês foi transferido solenemente do convento de Coimbra para o mosteiro Real de Alcobaça, onde eram enterrados os monarcas portugueses..... Reza a lenda que Pedro também mandou colocar o corpo de Inês no trono, pôs uma coroa em sua cabeça e obrigou os nobres presentes a beijar a mão do cadáver. Está nessa narrativa a origem da expressão “Agora, Inês é morta”, que quer dizer algo como “tarde demais”. O episódio inspirou o francês Henry de Montherlant a escrever, em 1942, a peça de teatro A rainha morta.

43Fonte: http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/ines_de_castro_-_a_rainha_morta.html

44 Crônicas de los reyes de Castilla, desde Alfonso el Sábio hasta los catolicos Don Fernando y Doña Isabel.

45 Imagem fonte: http://jack.padilha.zip.net/arch2011-06-12_2011-06-18.html

fonte: http://www.ebah.com.br/content/ABAAAhD1EAF/a-historia-maria-padilha

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Mandala – qual o significado?


Em algum momento, você certamente já viu uma mandala: um desenho em formato circular e bastante colorido.

Mandala – qual o significado?
No entanto, talvez não saiba que ela é muito mais do que isso.
Mandala: significado
A palavra mandala significa círculo, mas não apenas enquanto formato geométrico.
Ela se refere ao círculo mágico, sendo considerada como um símbolo universal de integração e harmonia.
Nenhum texto alternativo automático disponível.Nesse sentido, o formato circular representa uma concentração de energia.
Em várias línguas presentes em uma região da Ásia chamada Península Indostânica, a mandala significa círculo.
Mas em um sentido mais amplo, ela é um diagrama que pode representar tanto um mantra quanto algum outro atributo divino.
Na tradição budista, por exemplo, a mandala enquanto diagrama se remete a uma mansão sagrada, ou seja, o palácio onde vive uma divindade.
Em algumas cerimônias, é comum que mandalas sejam construídas com areia em cima de uma plataforma e, no final, essa areia é jogada em um rio, para representar a difusão das bênçãos.
Hoje em dia, ela é usada como objeto de decoração no mundo todo, sendo associada não só ao equilíbrio e à harmonia, mas também à eternidade, por seu formato circular.
Origem da mandala
Já conhecemos a etimologia da palavra, mas ainda não sabemos onde esse objeto surgiu.
As primeiras mandalas de que se tem registro são do século VIII e eram usadas como instrumentos de meditação no Tibete.
É característica da cultura não apenas tibetana, mas também budista conforme já foi mencionado e hindu.
No Extremo Oriente, a maior associação das mandalas é com o sagrado.
Elas fazem parte de rituais de cura e de orações.
Na sociedade ocidental, as mandalas podem ser vistas com facilidade compondo vitrais de igrejas católicas.
Além disso, elas fizeram parte da arte sacra que se destacou no final da Idade Média, do século XVI ao XVIII.
As cores da mandala
As cores usadas nas mandalas estão relacionadas com a psicologia das cores, corrente que afirma que cada cor é capaz de evocar determinadas sensações.
É por isso que a mandala pode ser usada na decoração como forma de trazer equilíbrio ao ambiente e até em psicoterapia.
Dentro desse conceito, o laranja remete ao elemento terra, sugere impulso, energia e bom humor.
O azul é capaz de evocar otimismo, segurança e confiabilidade, além de ser a cor símbolo das bênçãos divinas na China durante a antiguidade.
O verde desperta a sensação de tranquilidade e cura, enquanto o violeta está ligado à espiritualidade.
Tipos de mandala
As mandalas de ensinamentos são usadas para traduzir um conhecimento filosófico e religioso em que cada traço se refere a um aspecto desse conhecimento.
As mandalas de areia são instrumentos de rituais e simbolizam a impermanência do ser humano.
Já as mandalas de cura são elaboradas para meditação e busca de paz interior, sendo mais intuitivas do que as de ensinamentos, por exemplo.
Alguns símbolos se repetem em mandalas, como sinos (sabedoria feminina) ou a roda de oito raios (caminho para a sabedoria), por causa do que significam.

Yangui - laterita vermelha.


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Ciência. "A laterita ou laterite é um tipo de solo muito alterado com grande concentração de hidróxidos de ferro e alumínio."

Yangui - laterita vermelha. 

Informações adicionais sobre o produto:

Religião. "... Èsú-Yangi, pedra vermelha de laterita, como a protoforma, primeira matéria dotada de forma detentora de existência individual; lama dotada de forma, desprendida da terra, resultado da interação de água + terra ; lama, matéria prima, da que Ikú tomou uma porção para modelar o ser humano...."
ÈSÚ YANGI
Examinando a concepção do universo , resumimos um mito de gênese sobre a aparição dos elementos cósmicos entre os quais se destaca Èsú-Yangi, pedra vermelha de laterita, como a protoforma, primeira matéria dotada de forma detentora de existência individual; lama dotada de forma, desprendida da terra, resultado da interação de água + terra ; lama, matéria prima, da que Ikú tomou uma porção para modelar o ser humano. Yangí, constítuido da mesma matéria de origem, converte-se, assim, no primogênito da humanidade. Fragmentos de laterite cravados na terra indicam o lugar de adoração de Èsú e constituem seus representantes diretos. Yangí é a representação mais importante de Èsú ; ÈSÚ YANGÍ OBA BABA ÈSÚ ( Èsú Yangí Rei pai de todos os Èsú ), Èsú Yangí, o Èsú ancestre ou Èsú-Àgbà, o Èsú pé do Òkòtó, rei de todos seus descendentes, Èsú-Oba, é o pai-ancestre mas, ao mesmo tempo, o primeiro a ser nascido. Esse significado de Èsú está expresso no seu apelativo Igbá-Keta, a terceira pessoa, o terceiro elemento ( textualmente, a terceira cabaça). Seu caráter de descendente está expresso em muitos mito; particulamente esclarecedora é a história Atòrun d'òrun Èsú, do Odu Ogbè-Hunle, sobre o nascimento e a propagação de Èsú no àiyé e nos nove espaços do òrun. Esse signo apareceu para Òrùnmilá quando ele foi consultar os Babaláwo.
Nijó ti nlo rèé tóro omo, Lódò Òrisá Igbàwúji.
 No dia em que ele foi requerer uma criança a òrisá
 Orisánlá.
A história conta que nas remotas origens, Olódúmare e Òrinsànlá estavam começando a criar o ser humano. Assim criaram Èsú, que ficou mais forte, mais dífícil que seus criadores: "``Esú sí le ju àwon mejejí lo". Olódúmare enviou Èsú para viver com Òrísánlá; este colocou-o à entrada de sua morada e o enviava como seu representante para efetuar todos os trabalhos necessários. Foi então que Òrúnmilá, desejoso de ter um filho, foi pedir um a Òrísànlá. Este lhe diz que ainda não tinha acabado o trabalho de criar seres e que deveria voltar um mês mais tarde. Òrúnmilá insistiu, impacientou-se querendo a qualquer preço levar um filho consigo. Òrìsánlá repetiu que ainda não tinha nenhum. Òrúnmilá então perguntou: "Quem é aquele que vi à entrada de sua casa?" É aquele mesmo que quero. Òrìsánlá lhe explicou que aquele não era precisamente alguém que pudesse ser criado e mimado no àiyé. Mas Òrúnmilá insistiu tanto que Òsàla acabou por aquiescer. Òrúnmilá deveria colocar suas mãos em Èsú e, de volta ao àiyé, manter relações com sua mulher Yebìirú, que concebiria um filho. Doze meses mais tarde, ela deu à luz um filho homem e, porque Òsàlá dissera que a criança seria Alágbára, Senhor do Poder, Òrúnmilá decidiu chamá-la Elégbára. Assim, desde que Òrúnmilá pronunciou seu nome, a criança, Èsú mesmo respondeu e disse:
Iyá, Iyá Ng o je Eku
mãe, mãe eu quero comer preás.
A mãe respondeu:
Omo naa jeé
Filho,come, come,
Omo naa jeé
Filho, come, come, Omo l'okún
Um filho é como contas de coral vermelho,
 Omo ni de
Um filho é como cobre,
Omo jingindìringin
 Um filho é como alegria inestinguível
 A mu se yì mú s'òrun
Uma honra apresentável, que nos Ara eni Representará depois da morte.
Então Òrúnmilá troxe todas as preás que pôde encontrar. Èsú acabou com elas. No dia seguinte, a cena se reproduziu com Èsú pedindo e devorando todos os peixes frescos, defumados, secos etc que existiam na cidade. No terceiro dia, Èsú quiz comer aves. Gritou e comeu até acabar com todas as espécies de aves. E sua mãe cantava todos os dias os versos acima e ainda acrescentava:
Mo r'omo ná
visto que consegui ter um filho,
A ji logba aso
 o que acorda e usa duzentas Omo màa
 filho , continue a comer.
No quarto dia, Èsú disse que queria comer carne. Sua mãe cantou como de hábito, e Òrúnmilá trouxe-lhe todos os animais quadrúpedes que pôde achar: cachorros, porcos, cabras, ovelhas, touros, cavalos, bodes, etc; até que não ficou um só quadrúpede, Èsú não parou de chorar, no quinto dia Èsú disse:
Iyá, Iyá,
mãe, mãe,
Ng ó je ó!
eu quero comê-la !
 A mãe repetiu sua canção: Filho come, come, filho come, come e foi assim que èsú engoliu sua própia mãe.
Òrúnmilá, alarmado, correu a consultar os Bbalawos, que lhe recomendaram fazer a oferenda de uma espada, de um bode e de quatorze mil cauris (búzios). Òrúnmilá fez a oferenda. No sexto dia depois do seu nascimento, Èsú disse:
Bàbá, Bàbá,
pai, pai ,
Ng ó je ó !
eu quero comê-lo !
Òrúnmilá cantou a canção da mãe de Èsú e quando este se aproximou, Òrúnmilá lançou-se em sua perseguição com a espada e Èsú fugiu. Quando Òrúnmilá o reapanhou, começou a seccionar pedaços de seu corpo, a espalhá-los, e cada pedaço transformou-se em um Yangí.
 Òrúnmilá cortou e espalhou duzentos pedaços e eles se transformaram em duzentos yangí. Quando Òrúnmilá se deteve, o que restou de Èsú ergueu-se e continuou fugindo. Òrúnmilá só pôde reapanha-lo no segundo òrún e lá Èsú estava inteiro de novo. Òrunmilá voltou a cortar duzentos pedaços que se transformaram em duzentos yangí. Isto repetiu-se nos nove òrun que ficaram assim povoados de yangí. No último òrun, depois de ter sido talhado, Èsú decidiu pactuar com Òrúnmilá; este não devia mais persegui-lo; todos os yangí seriam seus representantes e Òrúnmilá poderia consultá-los cada vez que fosse necessário enviá-los a executar os trabalhos que ele lhes ordenasse fazer, como se fossem seus verdadeiros filhos.Èsú assegurou-lhe que seria ele mesmo quem responderia por meio dos Yangí (pedaços de lateritas) cada vez que o chamasse.
Òrúnmilá perguntou-lhe sobre sua mãe que havia sido devorada. Èsú devolveu sua mãe a Òrúnmilá e acrescentou:
Òrúnmilá ki o maa kési oun
Òrúnmilá deveria chamá-lo
bi ó bá féé gba gbogbo àwon nkan
Se ele queria recuperar a todos e
 bi eran ati eye
 cada um dos animais e aves
 ti òun je ti àiyé
 que ele tinha comido sobre a terra
pé òun ò máà ràn án lówó
 ele (Èsú) os assistiria para
 látí gbá padá fún láti owo àwon omo aràiyé
 reavê-los das mãos da humanidade.
Òrúnmilá e Yébìirú reinstalaram-se na cidade de Iworo, e a partir desse momento ela começou a dar à luz muitos filhos de ambos os sexos. A história continua com o translado para Kétu, a invocação de Èsú para os proteger da guerra, a vinda de Èsú do òrun para os defender, a volta a Iworo, ensinando-lhes Èsú como preparar e sagrar seu "assento", tranferindo-lhe seu agbara que executaria todos os trabalhos que lhe fossem solicitados e acaba por uma saudação, um oriki alusivo a suas característícas:
Èsú j'òkó, j'elédè
Èsú come cachorros, come porcos.
Bara nyan gbégi gbégi gbégi
Bara anda senhorilmente,balançando-se
Ogun gbogbo nlo
Para a direita e para a esquerda.
Kóró, kóró-kóró.
Todos atacantes se afastam, quando ele vem
Chegando sen
horil e sutilmente.

HISTÓRIA DOS EXU CAVEIRAS


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Antes de ser uma entidade, Tatá Caveira viveu na terra física, assim como todos nós. Acreditamos que nasceu em 670 D.C., e viveu até dezembro de 698, no Egito, ou de acordo com a própria entidade, "Na minha terra sagrada, na beira do Grande Rio". Seu nome era Próculo, de origem Romana, dado em homenagem ao chefe da Guarda Romana naquela época.

HISTÓRIA DOS EXU CAVEIRAS

HISTÓRIA DO EXU TATÁ CAVEIRA
Próculo vivia em uma aldeia, fazendo parte de uma família bastante humilde. Durante toda sua vida, batalhou para crescer e acumular riquezas, principalmente na forma de cabras, camelos e terras. Naquela época, para ter uma mulher era necessário comprá-la do pai ou responsável, e esta era a motivação que levou Próculo a batalhar tanto pelo crescimento financeiro. Próculo viveu de fato uma grande paixão por uma moça que fora criada junto com ele desde pequeno, como uma amiga. Porém, sua cautela o fez acumular muita riqueza, pois não queria correr o risco de ver seu desejo de união recusado pelo pai da moça. O destino pregou uma peça amarga em Próculo, pois seu irmão de sangue, sabendo da intenção que Próculo tinha com relação à moça, foi peça chave de uma traição muito grave. Justamente quando Próculo conseguiu adquirir mais da metade da aldeia onde viviam, estando assim seguro que ninguém poderia oferecer maior quantia pela moça, foi apunhalado pelas costas pelo seu próprio irmão, que comprou-a horas antes. De fato, a moça foi comprada na noite anterior à manhã que Próculo intencionava concretizar seu pedido.
Ao saber do ocorrido, Próculo ficou extremamente magoado com seu irmão, porém o respeitou pelo fato ser sangue do seu sangue. Seu irmão, apesar de mais velho, era muito invejoso e não possuía nem metade da riqueza que Próculo havia acumulado. A aldeia de Próculo era rica e próspera, e isto trazia muita inveja a aldeias vizinhas. Certo dia, uma aldeia próxima, muito maior em habitantes, porém com menos riquezas, por ser afastada do Rio Nilo, começou a ter sua atenção voltada para a aldeia de Próculo. Uma guerra teve início. A aldeia de Próculo foi invadida repentinamente, e pegou todos os habitantes de surpresa. Estando em inferioridade numérica, foram todos mortos, restando somente 49 pessoas. Estes 49 sobreviventes, revoltados, se uniram e partiram para a vingança, invadindo a aldeia inimiga, onde estavam mulheres e crianças. Muitas pessoas inocentes foram mortas neste ato de raiva e ódio. No entanto, devido à inferioridade numérica, logo todos foram cercados e capturados. Próculo, assim como seus companheiros, foi queimado vivo. No entanto, a dor maior que Próculo sentiu "não foi a do fogo, mas a do coração", pela traição que sofreu do próprio irmão, que agora queimava ao seu lado.Esta foi a origem dos 49 exus da linha de Caveira, constituída por todos os homens e mulheres que naquele dia desencarnaram. Entre os exus da linha de Caveira, existem: Tatá Caveira, João Caveira, Zé Caveira, Caveirinha, Rosa Caveira, Dr. Caveira (7 Caveiras), Quebra-Osso, entre muitos outros. Por motivo de respeito, não será indicado aqui qual exu da linha de Caveira foi o irmão de Tatá enquanto vivo.
Como entidade, o Chefe-de-falange Tatá Caveira é muito incompreendido, e tem poucos cavalos. São raros os médiuns que o incorporam, pois tem fama de bravo e rabugento. No entanto, diversos médiuns incorporam exus de sua falange. Tatá é brincalhão, ao mesmo tempo sério e austero. Quando fala algo, o faz com firmeza e nunca na dúvida. Tem temperamento inconstante, se apresentando ora alegre, ora nervoso, ora calmo, ora apressado, por isso é dado por muitos como louco. No entanto, Tatá Caveira é extremamente leal e amigo, sendo até um pouco ciumento. Fidelidade é uma de suas características mais marcantes, por isso mesmo Tatá não perdoa traição e valoriza muito a amizade verdadeira. Considera a pior das traições a traição de um amigo.Em muitas literaturas é criticado, e são as poucas as pessoas que têm a oportunidade de conhecer a fundo Tatá Chefe-de-falange. O cavalo demora a adquirir confiança e intimidade com este exu, pois é posto a prova o tempo todo.
No entanto, uma vez amigo de Tatá Caveira, tem-se um amigo para o resto da vida. Nesta e em outras evoluções

EXU CAVEIRA
Sou exu, assentado nas forças do Sagrado Omulu e sob sua irradiação divina trabalho. Fui aceito pelo Divino Trono Mehor-yê e nomeado Exu a mais ou menos dois milênios, depois de minha última passagem pela terra, a qual fui um pecador miserável e desencarnei amarrado ao ódio, buscando a vingança, dando vazas ao meu egoísmo, vaidade e todos os demais vícios humanos que se possa imaginar.
Fui senhor de um povoado que habitava a beira do grande rio sagrado. Nossa aldeia cultuava a natureza e inocentemente fazia oferendas cruéis de animais e fetos humanos. Até que minha própria mulher engravidou e o sumo sacerdote, decidiu que a semente que crescia no ventre de minha amada, devia ser sacrificado, para acalmar o deus da tempestade. Obviamente eu não permiti que tal infortúnio se abatesse sobre minha futura família, até porque se tratava do meu primeiro filho. Mas todo o meu esforço foi em vão. Em uma noite tempestuosa, os homens da aldeia reunidos, invadiram minha tenda silenciosamente, roubaram minha mulher e a violentaram, provocando imediato aborto e com o feto fizeram a inútil oferenda no poço dos sacrifícios. Meu peito se encheu de ódio e eu nada fiz para conte-lo. Simplesmente e enquanto houve vida em mim, eu matei um por um dos algozes de minha esposa inclusive o tal sacerdote.
Passei a não crer mais em deuses, pois o sacrifício foi inútil. Tanto que meu povoado sumiu da face da terra, soterrado pela areia, tamanha foi a fúria da tempestade. Derrepente o que era rio virou areia e o que areia virou rio. Mas meu ódio persistia. Em meus olhos havia sangue e tudo o que eu queria era sangue. Sem perceber estava sendo espiritualmente influenciado pelos homens que matei, que se organizaram em uma trevosa falange a fim de me ver morto também. O sacerdote era o líder. Passei então a ser vítima do ódio que semeei.
Sem morada e sem rumo, mas com um tenebroso exército de homens odiosos, avançamos contra várias aldeias e povoados, aniquilando vidas inocentes e temerosamente assombrando todo o Egito antigo. Assim invadimos terras e mais terras, manchamos as sagradas águas do Nilo de sangue, bebíamos e nos entregávamos às depravações com todas as mulheres que capturávamos. Foi uma aventura horrível. Quanto mais ódio eu tinha, mais eu queria ter. Se eu não podia ter minha mulher, então que nenhum homem em parte alguma poderia ter. Entreguei-me a outros homens, mas ao mesmo tempo violentava bruscamente as mulheres. As crianças, lamentavelmente nós matávamos sem piedade. Nosso rastro era de ódio e destruição completas. Até que chegamos aos palácios de um majestoso faraó, que também despertava muito ódio em alguns dos mais interessados em destruí-lo, pois os mesmos não concordavam com sua doutrina ou religião. Eis que então fomos pagos para fazer o que tínhamos prazer em fazer, matar o faraó.
Foi decretada então a minha morte. Os fiéis soldados do palácio, que eram muito numerosos, nos aniquilaram com a mesma impiedade que tínhamos para com os outros. Quem com ferro fere, com ferro será ferido. Isto coube na medida exata para conosco.
Parti para o inferno. Mas não falo do inferno ao qual os leitores estão acostumados a ouvir nas lendas das religiões efêmeras que pregam por aí. O inferno a que me refiro é o inferno da própria consciência. Este sim é implacável. Vendo meu corpo inerte, atingido pelo golpe de uma espada, e sangrando, não consegui compreender o que estava acontecendo. Mas o sangue que jorrava me fez recordar-me de todas as minhas atrocidades. Olhei todo o espaço ao meu redor e tudo o que vi foram pessoas mortas. Tudo se transformou derrepente. Todos os espaços eram preenchidos com corpos imundos e fétidos, caveiras e mais caveiras se aproximavam e se afastavam. Naquele êxtase, cai derrotado. Não sei quanto tempo fiquei ali, inerte e chorando, vendo todo aquele horror.
Tudo era sangue, um fogo terrível ardia em mim e isso era ainda mais cruel. Minha consciência se fechou em si mesma. O medo se apossou de mim, já não era mais eu, mas sim o peso de meus erros que me condenava. Nada eu podia fazer. As gargalhadas vinham de fora e atingiam meus sentidos bem lá no fundo. O medo aumentava e eu chorava cada vez mais. Lá estava eu, absolutamente derrotado por mim mesmo, pelo meu ódio cada vez mais sem sentido. Onde estava o amor com que eu construí meu povoado? Onde estavam meus companheiros? Minha querida esposa? Todos me abandonaram. Nada mais havia a não ser choro e ranger de dentes. Reduzi-me a um verme, jogado nas trevas de minha própria consciência e somente quem tem a outorga para entrar nesta escuridão é que pode avaliar o que estou dizendo, porque é indescritível. Recordar de tudo isto hoje já não me traz mais dor alguma, pois muito eu aprendi deste episódio triste de minha vida espiritual.
Por longos anos eu vaguei nesta imensidão escura, pisoteado pelos meus inimigos, até o fim das minhas forças. Já não havia mais suspiro, nem lágrimas, nem ódio, nem amor, enfim nada que se pudesse sentir. Fui esgotado até a última gota de sangue, tornei-me um verme. E na minha condição de verme, eu consegui num último arroubo de minha vil consciência pedir socorro a alguém que pudesse me ajudar. Eis que então, depois de muito clamar, surgiu um alguém que veio a tirar-me dali, mesmo assim arrastado. Recordo-me que estava atado a um cavalo enorme e negro e o cavaleiro que o montava assemelhava-se a um guerreiro, não menos cruel do que fui. Depois de longa jornada, fui alojado sobre uma pedra. Ali me alimentaram e cuidaram de mim com desvelo incompreensível. Será que ouviram meus apelos? Perguntava-me intimamente. Sim claro, senão ainda estaria lá naquele inferno, respondia-me a mim mesmo. “–Cale-se e aproveite o alvitre que vosso pai vos concedeu.”- Disse uma voz vinda não sei de onde. O que eu não compreendi foi como ele havia me ouvido, já que eu não disse palavra alguma, apenas pensei, mas ele ouviu. Calei-me por completo.
Por longos e longos anos fiquei naquela pedra, semelhante a um leito, até que meu corpo se refez e eu pude levantar-me novamente. Apresentou-se então o meu salvador. Um nobre cavaleiro, armado até os dentes. Carregava um enorme tridente cravado de rubis flamejantes. Seu porte era enorme. Longa capa negra lhe cobria o dorso, mas eu não consegui ver seu rosto.
– Não tente me olhar imbecil, o dia que te veres, verás a mim, porque aqui todos somos iguais.
Disse o homem em tom severo. Meu corpo tremia e eu não conseguia conter, minha voz não saia e eu olhava baixo, resignando-me perante suas ordens.
- Fui ordenado a conduzir-lhe e tenho-te como escravo. Deves me obedecer se não quiser retornar àquele antro de loucos que estavas. Siga minhas instruções com atenção e eu lhe darei trabalho e comida. Desobedeça e sofrerás o castigo merecido.
- Posso saber seu nome, nobre senhor?
- Por enquanto não, no tempo certo eu revelarei, agora cale-se, vamos ao nosso primeiro trabalho.
- Esta bem.
Segui o homem. Ele a cavalo e eu corria atrás dele, como um serviçal. Vagamos por aqueles lugares sujos e realizamos várias tarefas juntos. Aprendi a manusear as armas, que me foram dadas depois de muito tempo. Aos poucos meu amor pela criação foi renascendo. As várias lições que me foram passadas me faziam perceber a importância daqueles trabalhos no astral inferior. Gradativamente fui galgando os degraus daquele mistério com fidelidade e carinho. Ganhei a confiança de meu chefe e de seus superiores. Fui posto a prova e fui aprovado. Logo aprendi a volitar e plasmar as coisas que queria. Foram anos e anos de aprendizado. Não sei contar o tempo da terra, mas asseguro que menos de cem anos não foram.
Foi então que numa assembléia repleta de homens iguais ao meu chefe, eu fui oficialmente nomeado Exu. Nela eu me apresentei ao Senhor Omulu e ao divino trono de Mehor-yê, assumindo as responsabilidades que todo Exu deve assumir se quiser ser exu.
- Amor a Deus e às suas leis;
- Amor à criação do Pai e a todas as suas criaturas;
- Fidelidade acima de tudo;
- Compreensão e estudo, para julgar com a devida sabedoria;
- Obedecer às regras do embaixo, assim como as do encima;
E algumas outras regras que não me foi permitido citar, dada a importância que elas têm para todos os Exus.
A principio trabalhei na falange de meu chefe, por gratidão e simpatia. Mas logo surgiu-me a necessidade de ter minha própria falange, visto que os escravos que capturei já eram em grande número. Por esta mesma época, aquele antigo sacerdote, do meu povoado, lembram-se? Pois é, ele reencarnou em terras africanas e minha esposa deveria ser a esposa dele, para que a lei se cumprisse. Vendo o panorama do quadro que se formou, solicitei imediatamente uma audiência com o Divino Omulu e com O Senhor Ogum – Megê e pedi que intercedessem para que eu pudesse ser o guardião de meu antigo algoz. Meu pedido foi atendido. Se eu fosse bem sucedido poderia ter a minha falange. Assim assumi a esquerda do sacerdote, que, na aldeia em que nasceu, foi preparado desde menino para ser o Babalorixá, em substituição ao seu pai de sangue. A filha do babalawo era minha ex-esposa e estava prometida ao seu antigo algoz. Assim se desenvolveu a trama que pôs fim às nossas diferenças. Minha ex-mulher deu a luz a vinte e quatro filhos e todos eles foram criados com o devido cuidado. Muito trabalho eu tive naquela aldeia. Até que as invasões e as capturas e o comércio de negros para o ocidente se fizeram. Os trabalhos redobraram, pois tínhamos que conter toda a revolta e ódio que emanava dos escravos africanos, presos aos porões dos navios negreiros.
Mas meu protegido já estava velho e foi poupado, porém seus filhos não, todos foram escravizados. Mas era a lei e ela deveria ser cumprida.
Depois de muito tempo uma ordem veio do encima: “Todos os guardiões devem se preparar, novos assentamentos serão necessários, uma nova religião iria nascer, o que para nós era em breve, pois não sei se perceberam, mas o tempo espiritual é diferente do tempo material. Preparamo-nos, conforme nos foi ordenado. Até que a Sagrada Umbanda foi inaugurada. Então eu fui nomeado Guardião à esquerda do Sagrado Omulu-yê e então pude assumir meu trono, meu grau e meus degraus. Novamente assumi a obrigação de conduzir meu antigo algoz, que hoje já está no encima, feito meritóriamente alcançado, devido a todos os trabalhos e sacrifícios feitos em favor da Umbanda e do bem.
Hoje, aqui de meu trono no embaixo, comando a falange dos Exus Caveira e somente após muitos e muitos anos eu pude ver minha face em um espelho e notei que ela é igual à de meu tutor querido o Grande Senhor Exu Tatá Caveira, ao qual devo muito respeito e carinho. Não confundam Exu Caveira, com Exu Tatá Caveira, os trabalhos são semelhantes, mas os mistérios são diferentes. Tatá Caveira trabalha nos sete campos da fé; Exu caveira trabalha nos mistérios da geração na calunga, porque é lá que a vida se transforma, dando lugar à geração de outras vidas, mas não se esqueçam que há sete mistérios dentro da geração, principalmente a Lei Maior, que comanda todos os mistérios de qualquer Exu. Onde há infidelidade ou desrespeito para com a geração da vida ou aos seus semelhantes, Exu Caveira atua, desvitalizando e conduzindo no caminho correto, para que não caiam nas presas doloridas e impiedosas do Grande Lúcifer-Yê, pois não desejo a ninguém um décimo do que passei. Se vossos atos forem bons e louváveis perante a geração e ao Pai Maior, então vitalizamos e damos forma a todos os desejos de qualquer um que queira usufruir dos benefícios dos meus mistérios. De qualquer maneira, o amor impera, sim o amor, e por que Exu não pode falar de amor? Ora se foi pelo amor que todo Exu foi salvo, então o amor é bom e o respeito a ele conserva-nos no caminho. Este é o meu mistério. Em qualquer lugar da calunga, pratique com amor e respeito a sua religião e ofereça velas pretas, vermelhas e roxas, farofa de pinga com miúdos de boi. Acenda de um a sete charutos, sempre em números ímpares e aguardente. De acordo com o número de velas, se acender sete velas, assente sete copos e sete charutos, assim por diante. Agrupe sempre as velas da mesma cor juntas e forme um triângulo com o vórtice voltado para si, as velas roxas no vórtice, as pretas à esquerda e as vermelhas à direita, simbolizando a sua fidelidade e companheirismo para conosco, pois Exu Caveira abomina traição e infidelidade, como, por exemplo, o aborto, isto não é tolerado por mim e todos os que praticam tal ato é então condenado a viver sob as hostes severas de meu mistério. Peça o que quiser com fé, e com fé lhes trarei, pois todos os Exus Caveira são fiéis aos seus médiuns e àqueles que nos procuram.
A falange de Exus Caveira pertence à falange do Grande Tatá Caveira, que é o pai de todos os Exus assentados à esquerda do Divino Omulu, os demais não posso citar, falo apenas do meu mistério, pois dele eu tenho conhecimento e licença para abrir o que acho necessário e básico para o vosso aprendizado, quanto ao mais, busquem com vossos Exus pessoais, que são grandes amigos de seus filhos e certamente saberão orientar com carinho sobre vossas dúvidas. Um último detalhe a ser revelado é que todos os que têm Exu Caveira como Exu de trabalho ou protetor, é porque em algum momento do passado, pecaram contra a criação ou à geração e ambos, protetor e protegido tem alguma correlação com estes atos errôneos de vidas anteriores.Tenham certeza, se seguirem corretamente as orientações, com trabalho e disciplina, o mesmo que sucedeu com meu antigo e grande sumo sacerdote, sucederá com vocês também, porque este é o nosso desejo. Mais a mais, se um Exu de minha falange consegue vencer através de seu médium ou protegido, ele automaticamente alcança o direito de sair do embaixo e galgar os degraus da evolução em outras esferas.
Que o Divino Pai maior possa lhes abençoar e que a Lei Maior e a Justiça Divina lhes dêem as bênçãos de dias melhores.
Com carinho
Senhor Exu Caveira.
José Augusto Barboza
EXU JOÃO CAVEIRA

O Exu João Caveira contou uma de suas vidas passadas.
Disse que na Idade Média, foi um fiel conselheiro de um senhor feudal.
Criada uma situação no feudo de difícil solução, foi solicitada a sua opinião para decidir a questão. Se decidisse de uma forma, agradaria todos os senhores, e de outra forma, faria justiça a todos os desafortunados moradores do lugar.
Para ganhar a simpatia do lado forte, decidiu pela primeira hipótese, mesmo contrariando a sua vontade, que em nenhum momento expressou.
Por causa disso, ganhou um carma enorme, que está resgatando nos terreiros de Quimbanda
EXU JOÃO TATA CAVEIRA
Não pretendo aqui fazer nenhuma propaganda de livros, mas acredito que uma boa leitura espiritual sempre e bem vindo principalmente quando se trata de uma das passagens terrena de uma entidade dos caveira (João Tata Caveira).
Para quem se interessa pelo estilo literário romance espírita, o livro A Saga de João Tatá Caveira é uma boa opção de leitura. De acordo com o autor, o médium Márcio Martins, toda a história foi psicografada, sendo ditada pelo próprio protagonista.
Segundo o autor, o livro foi ditado pela entidade João Tatá Caveira
O livro conta a história de um empresário do ramo de tecidos que viveu no final do século 19. João, então um homem dedicado e bondoso começa a ganhar dinheiro quando permite algumas transações ilegais em seu negócio. Com o passar do tempo, o personagem se entrega a uma vida de vaidades, luxuria e muita corrupção. Porém, a queda de João inicia-se quando ele começa a matar inimigos e a se vingar de quem assassinou seu irmão.
Como toda ação tem uma reação, após a morte, João é atormentado no plano espiritual enquanto tenta descobrir sua missão. Como a corrupção e a ganância pelo poder o acompanham no pós-túmulo, não demora muito para João virar uma entidade das trevas dedicada a destruir lares e arruinar vidas. Nesse ponto, o inferno lhe garante um sobrenome poderoso entre os espíritos malignos: João Tatá Caveira.
O livro é uma narração simples, sem muitos detalhes, o que possibilita uma leitura rápida e leve. Por outro lado, a falta de pormenores pode confundir o leitor quanto à passagem de tempo.
O ponto interessante no livro começa quando o personagem morre, pois descreve muito bem o conflito existente no mundo pós-morte, de acordo com a crença umbandista, sendo um prato cheio para os curiosos ou os interessados nesse assunto.